Os shoppings e outlets de Miami e Orlando sofrem bastante com a crise brasileira e registram pesadas taxas de redução de vendas em função da ausência dos turistas brasileiros.
Os shoppings e outlets de Miami e Orlando sofrem bastante com a crise brasileira e registram pesadas taxas de redução de vendas em função da ausência dos turistas brasileiros.

Outlets de Miami e Orlando sofrem com a crise brasileira

A crise econômica não se limita ao comércio brasileiro. Grandes shoppings e outlets de Orlando e Miami também já sentem o impacto dos problemas na economia brasileira. Não há muito o que fazer quando seu principal cliente perde metade do poder de compra em cerca de dois anos.

É essa a pergunta que comerciantes de Orlando e Miami estão se fazendo em relação ao Brasil, país que lidera a lista de visitantes internacionais à região. Entre os prejudicados pela crise econômica e pela disparada da cotação do dólar no Brasil, os outlets, que tanto atraíram turistas para Miami nos últimos anos, se juntam agora ao grupo de empresas afetadas pela crise econômica brasileira.

Os dias de “loucura de compras” nos outlets de Miami, como o gigantesco Sawgrass Mills, com suas cinco avenidas que somam mais de 350 lojas, ao que tudo indica ficaram, para trás em função da alta do dólar no Brasil.

Os viajantes brasileiros continuam indo para a Flórida, apesar desse fluxo ter sofrido uma pequena queda de 3% no número de visitantes no ano passado,  pela primeira vez em mais de 20 anos. No caso dos grandes shoppings o impacto foi muito maior, com uma violenta retração nas vendas, principalmente nos shoppings preferidos dos brasileiros.

Em alguns casos extremos, na região de Miami, alguns lojistas registraram uma queda de mais de 50% em vendas. O fato é que os turistas brasileiros estão gastando menos mesmo. Segundo dados do Banco Central brasileiro, houve uma redução de aproximadamente 45% nas despesas feitas com cartão de crédito no exterior.

Um Sawgrass Mills sem muitos brasileiros

Em nossa última visita ao Sawgrass Mills no mês passado notamos uma nítida diferença em termos de presença brasileira nas lojas que faziam a festa dos turistas nos bons tempos de dólar a R$ 2,40.

Com a alta do dólar o Sawgrass Mills está bem mais vazio do que na época da festa de compras dos brasileiros
Com a alta do dólar o Sawgrass Mills está bem mais vazio do que na época da festa de compras dos brasileiros

Lojas que ficavam verdadeiramente apinhadas de turistas brasileiros como a Victoria’s Secret, agora apresentam um movimento normal, sem as filas que se formavam diante da loja até algum tempo atrás.

Outras lojas que faziam a festa dos brasileiros no Sawgrass, como a Guess, Tommy Hilfiger e Gap, agoram estão com um movimento bem moderado. O frenesi de compras, com consumidores revirando araras de ofertas ficou no passado.

Outra coisa curiosa que reparamos foi que o português, que era praticamente a língua dominante nas avenidas do Sawgrass, agora deu ligar ao espanhol. Não que os brasileiros tenham deixado de ir para a Flórida, mas agora os chilenos, paraguaios e colombianos disputam lugar conosco.

Reflexos também em Orlando

Se você está pensando em fazer compras em Orlando a boa notícia é que a vida ficou bem mais fácil por lá. O verdadeiro tsunami de brasileiros que lotavam os outlets simplesmente desapareceu. Hoje em dia dá para andar com facilidade nos shoppings de Orlando e as lojas estão bem menos lotadas.

Uma mudança que salta aos olhos é o movimento nos dois endereços do Premium Outlet Orlando, um na International Drive e o outro na Vineland. Ambos viviam lotados até bem pouco tempo atrás e agora o movimento voltou a normalidade. As lojas, da mesma forma que o Sawgrass Mills, estão bem mais vazias e dá para fazer suas compras sem atropelos.

As avenidas do Outles Premium em Orlando, tanto da International quanto da Vineland estão bem mais fáceis de andar
As avenidas do Outles Premium em Orlando, tanto da International quanto da Vineland estão bem mais fáceis de andar

O fato é que com o dólar na casa dos R$ 4,00, ou próximo a isso, inviabilizou as compras de muita gente e em alguns casos não há vantagem alguma nos preços praticados aqui e nos Estados Unidos.

No caso dos eletroeletrônicos ficou praticamente igual, se você for considerar o imposto que terá de pagar por exceder a cota de compras ao voltar para o Brasil. Alguns poucos itens ainda valem a pena, mas a grande maioria perdeu sua atratividade.

Outros produtos, como é os caso dos itens mais cobiçados para quem vai fazer o enxoval de bebê em Orlando, continuam a valer a pena, já que a margem de lucro praticada pelos importadores brasileiros é simplesmente astronômica e se você for ponderar a dupla preço/qualidade, ainda vale a pena comprar lá.

Mantenha-se em dia sobre essa e outras dicas de compras em Orlando e Miami assinando nosso Boletim Informativo.

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